A sociedade actual é uma tristeza!
Na grande maioria das vezes, as pessoas têm de trabalhar em profissões para as quais não estão vocacionadas, nem gostam, somente porque têm de ganhar dinheiro!
No seguimento da "magnifica" visita á digilosa enfermeira do Centro de Saúde, fomos aconselhados a marcar uma consulta de "materno-infantil" com a médica de família - esta Sra Dra não está nada satisfeita com o que faz, ou onde faz, porque é demasiadamente pragmática, impessoal e quase inexpressiva (pessoalmente só recorro aos seus serviços para obter baixa).
Apesar d'Ela ter já um pediatra, fomos á tal consulta (mal também não faz, certo?), nunca vi uma pessoa que estivesse a pegar num bébé ou a tocar-lhe que conseguisse esboçar tão pouco interesse e tanta distancia - Ela continua a frequentar as tais consultas porque o nosso Serviço Nacional de Saúde o obriga: para obtermos determinadas coisas temos de passar por estas "privações".
Nas consultas que se têm seguido, tem sido mais ou menos a mesma coisa... mais valia esta Sra Dra ter ido para médica legista: também era médica, de certo que também ganhava bem e não era necessário ser simpática ou bem disposta para com quem necessitasse dos seus serviços.
sábado, 27 de setembro de 2008
Burocracia
Tudo começou com a ída ao Centro de Saúde para fazermos o "teste do Pézinho".
Ela nasceu numa semana em que há muitos feríados. Num intervalo entre esses feríados, eu e ele, pegamos nela e fomos ao Centro de Saúde. Esperámos na sala destinada ás crianças, até que apareceu uma enfermeira, explicámos ao que íamos e perguntou-nos: mas não têm marcação? É que temos que marcar o teste, e só tenho vagas para 2ª feira (estavamos numa 4ª). Pois, Sra. Enfermeira, não sabiamos da marcação, será que não pode ser agora, é que o teste tem de ser efectuado nos 5 dias seguintes ao parto... Ah, isso,ãh, não é bem assim, pode ser um prazo mais dilatado e hoje já temos 3 crianças marcadas ( eram cerca das 10h da manhã e não estava ninguém na sala). Bla, bla, bla.. com esta estupidez ficamos na sala com a Enfermeira cerca de 15 minutos para nada, mas lá marcamos como ela queria e lá fomos no dia agendado fazer o teste e "visitar" a enfermeira: demoramos 10 minutos!
Ela nasceu numa semana em que há muitos feríados. Num intervalo entre esses feríados, eu e ele, pegamos nela e fomos ao Centro de Saúde. Esperámos na sala destinada ás crianças, até que apareceu uma enfermeira, explicámos ao que íamos e perguntou-nos: mas não têm marcação? É que temos que marcar o teste, e só tenho vagas para 2ª feira (estavamos numa 4ª). Pois, Sra. Enfermeira, não sabiamos da marcação, será que não pode ser agora, é que o teste tem de ser efectuado nos 5 dias seguintes ao parto... Ah, isso,ãh, não é bem assim, pode ser um prazo mais dilatado e hoje já temos 3 crianças marcadas ( eram cerca das 10h da manhã e não estava ninguém na sala). Bla, bla, bla.. com esta estupidez ficamos na sala com a Enfermeira cerca de 15 minutos para nada, mas lá marcamos como ela queria e lá fomos no dia agendado fazer o teste e "visitar" a enfermeira: demoramos 10 minutos!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Cheirinho a bolos
Andava eu na minha vidinha caseira, qual Fada do Lar, quando oiço uns gritinhos e uns barulhinhos como que a chamar-me. Ela tinha acordado.
Aproximei-me devagarinho, para me deparar com o sorriso desdentado mais bonito que alguma vez vira (parece que ao olha-lo sinto uma onda de calor e de boas vibrações). Era hora do lanche.
Peguei nela, senti o seu corpinho quente junto ao meu e inspirei, cheirava a bolos (sim, sim, ela parece que cheira a uma pastelaria á primeira hora da manhã). Depois, lá fui eu, dar de comer a quem tinha fome.
Aproximei-me devagarinho, para me deparar com o sorriso desdentado mais bonito que alguma vez vira (parece que ao olha-lo sinto uma onda de calor e de boas vibrações). Era hora do lanche.
Peguei nela, senti o seu corpinho quente junto ao meu e inspirei, cheirava a bolos (sim, sim, ela parece que cheira a uma pastelaria á primeira hora da manhã). Depois, lá fui eu, dar de comer a quem tinha fome.
A Cólica
Era um choro baixinho, como que de um lamento se tratasse, de repente e sem mais, transformou-se num trovão forte e poderoso, que aparecia em ondas bravias.
Ele pegou-lhe, fez-lhe ginástica, massagens, nada. Nada parecia acalma-la. Dei-lhe o meu peito, dei-lhe beijos e carinhos e em troca recebi somente gritos.
Em desespero chorei também, não podia permitir que ela estivesse a passar por semelhente tormenta e eu tão impotente.
De repente, a calma... e ficamos os três como que em transe por uns momentos, até que ela adormeceu nos meus braços de exaustão.
Ele pegou-lhe, fez-lhe ginástica, massagens, nada. Nada parecia acalma-la. Dei-lhe o meu peito, dei-lhe beijos e carinhos e em troca recebi somente gritos.
Em desespero chorei também, não podia permitir que ela estivesse a passar por semelhente tormenta e eu tão impotente.
De repente, a calma... e ficamos os três como que em transe por uns momentos, até que ela adormeceu nos meus braços de exaustão.
O cívismo
Penso que, num supermercado, toda a gente já deve ter ficado numa fila prioritária. Sabemos que estamos sujeitos a ficar ali uma série de tempo, porque pode aparecer uma invasão de grávidas ou mesmo pessoas com crianças, (que cinco minutos antes andavam aos pinotes no corredor dos brinquedos, mas que agora vão ao colo) e somos obrigados a ceder a vez.
Quando estava muito grávida dirigia-me orgulhosamente para essas filas, para logo depois me arrepender por levar com uma série de olhares intimidatórios, que me fulminavam sempre que os confrontava com o meu "estado".
Recentemente, estando eu numa fila interminavel há muito tempo, apercebi-me que era uma caixa desse género e que á minha frente não parecia estar ninguém que pudesse beneficiar dessa benece.
Desculpe, a Sra está grávida? Não, então lamento mas irei passará sua frente - bem, para o que me havia de ter dado, esta senhora e o grupo que a acompanhava íam-me fuzilando logo ali... ao que nós chegamos, até andam com crianças ao colo para passar na fila - eu poderia ter dito: o que quer que eu faça, que leve a bébé a arrastar pelo chão??
É por estas e por outras que considero que há pessoas que mais valia pagarem uma lobotomia...vejam só a estupidez!
Quando estava muito grávida dirigia-me orgulhosamente para essas filas, para logo depois me arrepender por levar com uma série de olhares intimidatórios, que me fulminavam sempre que os confrontava com o meu "estado".
Recentemente, estando eu numa fila interminavel há muito tempo, apercebi-me que era uma caixa desse género e que á minha frente não parecia estar ninguém que pudesse beneficiar dessa benece.
Desculpe, a Sra está grávida? Não, então lamento mas irei passará sua frente - bem, para o que me havia de ter dado, esta senhora e o grupo que a acompanhava íam-me fuzilando logo ali... ao que nós chegamos, até andam com crianças ao colo para passar na fila - eu poderia ter dito: o que quer que eu faça, que leve a bébé a arrastar pelo chão??
É por estas e por outras que considero que há pessoas que mais valia pagarem uma lobotomia...vejam só a estupidez!
O problema da roupa

Eu amamentei só até aos três meses, achei desconfortavel... É assim, para mim não é a maior das maravilhas e de início foi complicado: a falta de geito, as dores - vira e mexe e lá estava eu de mama ao leu - mas convenhamos, tem beneficios. Beneficios egoistas: não gasto dinheiro em leite em pó, não tenho de andar ás voltas com montanhas de biberons e mais esterelizar; beneficios partilhados: sinto que ela gosta de estar assim tão junto a mim, é um momento de calma e relaxamento para ambas, é algo que é só nosso!
Por mim, enquanto tiver e o pediatra aprovar, continuo a amamentar - não me importa o facto de ter aumentado tanto de busto que quase não tenho camisolas que me sirvam.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O meu encontro com ela
Há muito que sabia que ela existia: já a tinha sentido (e foi algo indescritivelmente estranho), já tinha ouvido o seu coraçãozinho, agora ía vê-la, conhece-la, cheira-la.
Não foi como nos filmes, não a colocaram nos meus braços - eu estava atada á maca ( deviam temer que eu fujisse), chegaram-na á minha cara e eu chorei! Chorei profusamente! Chorei de alegria, chorei de agradecimento, chorei pela sua inocência, chorei pela sua perfeição sei lá... se calhar chorei também por achar que o pior já tinha passado.
Depois, colocaram-na perto de mim... um pedacinho de mim...foi especial! De repente eu era a pessoa mais forte do Universo, quais agulhas, quais cateteres...eu era uma MÃE.
E ali fiquei eu, remechida daqui e dali mas sem conseguir tirar os meus olhos daqueles outros mais pequeninos que iniciavam agora a sua incursão, ainda névoa, neste Mundo.
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